Ano 2016  -  I Congresso Brasileiro de Psiquiatria Forense 

 

Discutir as novidades contemporâneas sobre as transindividualidades sexuais, direitos humanos e políticos e suas repercussões no Direito Civil e Penal e nos modos de pensar a Psiquiatria Forense e suas práticas periciais.

 

Este foi o objetivo do I Congresso Brasileiro de Psiquiatria Forense, que aconteceu nos dias 29 e 30 de abril, em Belo Horizonte (MG).

O evento teve como tema central “Sexualidades – interface entre Psiquiatria e Direito” e discutiu a história da sexualidade e sua apropriação pelas lógicas diagnósticas, os movimentos políticos feministas e pós-feministas que alteraram a lógica heterocentrada, dando origem ao conceito de transindividualidades – interesse de um grupo, coletividade -, corpos nômades e sexualidades múltiplas.

“Todas estas concepções exigem uma mudança do modo como os Códigos Civil e Penal lidam com as sexualidades e suas manifestações. Importante repensar como a sociedade se organizará a partir da ideia de que o sujeito é dono do seu corpo e do seu nome e que a família pode se dar de modo diverso, sem contudo ameaçar a organização social”, diz o psiquiatra Helio Lauar, coordenador do evento.

 

Segundo ele, o evento propos uma atividade pericial tecnicamente comprometida com a defesa dos direitos humanos e com a construção de cidadania. Lauar destaca, ainda, a importância de se discutir os mecanismos de negação da diversidade sexual pela via da violência e do preconceito. “Neste contexto de transição social e de valores éticos, a Psiquiatria Forense se renova e tenta responder a novas demandas”, afirma.

 

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